Curso de Neurofeedback: módulo teórico 

Atualmente sou sócia da AlfaNeurofeedback e já lançamos os calendários de cursos para 2018. O site para ver todos os cursos que já estão no ar é:

http://alfaneurofeedback.com.br/eventos-2/

O curso teórico de neurofeedback visa oferecer as bases conceituais para a utilização do neurofeedback

Turma de no mínimo 6 e no máximo de 20 pessoas. Garanta a sua vaga!

DATA da próxima turma: 19 e 20 de maio de 2018

LOCAL: Tullip In Hotel, rua Apeninos, 1070. CEP 04104-021. Site: http://www.tulipinnsaopaulopaulista.com/pt-br . Ao fazer sua reserva, informe sua participação no curso. De

CIDADE: São Paulo

INVESTIMENTO:

– até 15/04/2018: R$1000,00

– entre entre 16/04/2018 e 10/05/2018: R$1190,00

– entre 11/05/2018 e 17/05/2018: R$1350,00

INSCRIÇÃO: Para receber o formulário de inscrição, envie um e-mail para julygomes@alfaneurofeedback.com.br

PÚBLICO ALVO: Profissionais formados em nível superior nas áreas da saúde e educação

OBJETIVO GERAL: Oferecer bases teóricas do neurofeedback

OBJETIVO ESPECÍFICO: Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de:

– Entender os princípios do neurofeedback;

– Diferenciar entre as modalidades de neurofeedback utilizadas em settings clínicos;

– Entender sobre os principais parâmetros da eletroencefalografia aplicada ao neurofeedback;

– Entender as possibilidades da aplicabilidade da técnica em ambiente terapêutico.

CONTEÚDO:

  • O que é neurofeedback?

Conceito
e Histórico

  • Funcionamento do cérebro

Áreas de Brodmann, networks e circuitos neurais

  • Overview de modalidades baseada na dinâmica sanguínea:

Oxigenação cerebral e sistema neurovascular

Propagação da luz no tecido sanguíneo

Diferenças entre neurofeedback HEG e outras modalidades baseadas na dinâmica sanguínea (nIRS, fMRI)

  • Overview do neurofeedback com base na atividade elétrica cerebral:

Atividade elétrica cerebral: do potencial sináptico às frequências de onda

Sistema internacional de colocação de eletrodos 10-20

Montagens

Artefatos

Alterações no EEG normal

Diferenças entre o neurofeedback de frequência e as outras modalidades baseadas no EEG (potenciais corticais lentos e zscore)

  • Porque integrar o biofeedback cardiovascular ao treinamento com neurofeedback?
  • Associando outras técnicas: TCC, metacognição, treino cognitivo e neurofeedback.

PRÉ-REQUISITO: Não há

MATERIAL: Será fornecido apostila no dia do curso e certificado de participação AlfaNeurofeedback.

BIBLIOGRAFIA INDICADA: será enviada por email.

PROFESSORA:

July Silveira Gomes é doutora em em Ciências, pelo departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Federal de São Paulo (2017) e Mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). É formada em Psicologia, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Realiza pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e sua relação com emoções e comportamento. Atende com biofeedback e neurofeedback em consultório particular, e realiza supervisões de profissionais.

Neurofeedback e Transtorno de Déficit de Atenção

Dificuldades em direcionar e manter a atenção são os problemas centrais para pessoas com o transtorno de déficit de atenção (com ou sem hiperatividade). Esse transtorno inicia-se na infância e, quando não tratado, acompanha o indivíduo por sua vida adulta, tendo impactos significativos em diferentes esferas da vida, desde processos básicos de aprendizagem até a vida pessoal e profissional.

Sua base biológica é aceita e reconhecida pela comunidade científica e inúmeros autores têm demonstrado características nos padrões de ondas cerebrais (EEG ou eletroencefalografia) de pessoas com os transtornos que se correlacionam com as queixas apresentadas. O achado que tem sido mais replicado é o excesso de ondas lentas ou Teta, principalmente na região frontal do cérebro e em torno a fissura central, na área de integração sensório-motora. A partir de diversos estudos, estabeleceu-se que um valor elevado da relação entre o padrão de ondas Teta e ondas Beta (onda rápidas) é considerado um indicador de lentificação cerebral, presente em pessoas com o transtorno de déficit de atenção.

cerebro eegwaves

Em outras palavras, o nosso cérebro tem áreas especializadas que se ativam quando estamos realizando uma tarefa cognitiva. De modo geral, quando uma pessoa presta atenção em uma atividade, certas áreas se ativam e o cérebro “ se acelera”. Para pessoas com déficit de atenção, esse processo natural de “acelerar” não ocorre e algumas vezes, durante as tarefas cognitivas, há um aumento das ondas mais lentas, dificultando ainda mais os processos cognitivos.

Cabe acrescentar que o excesso de ondas lentas, e as dificuldades decorrentes, não se limitam a pessoas com o transtorno. O uso excessivo de medicamentos importantes no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos, também tende a aumentar a quantidade de ondas lentas no cérebro.

Como o neurofeedback pode me ajudar?

O neurofeedback é um treinamento cerebral que visa levar a pessoa que está treinando a modificar as suas ondas, com foco em padrões de ativação que tragam o equilíbrio neurofisiológico. Através de um sensor, as ondas do cérebro são captadas e separadas em faixas de ondas. Após a avaliação e definição de quais padrões serão treinados, estímulos auditivos e visuais servem como elementos reforçadores para que o padrão de onda, já filtrado, seja modificado.

Em 2012 a Academia Americana de Pediatria reconheceu o neurofeedback como uma técnica com eficácia número 1, similar à medicação, para o tratamento do transtorno de déficit de atenção. Veja mais informações: http://sharpbrains.com/blog/2012/10/05/biofeedback-now-a-level-1-best-support-intervention-for-attention-hyperactivity-behaviors/

A Sociedade Internacional para Neurofeedback e Pesquisa produziu um excelente trabalho de revisão de literatura baseado em evidências sobre a eficácia do neurofeedback para o tratamento do transtorno de déficit de atenção. Veja na íntegra em: http://www.isnr.org/uploads/nfb-adhd.pdf