Curso “Neuropsicologia Aplicada à Esquizofrenia”

O curso “Neuropsicologia Aplicada a Esquizofrenia” (www.neuropsiproesq.com.br) apresenta como objetivo capacitar profissionais da psicologia na compreensão e identificação das características e prejuízos cognitivos associados aos quadros psicóticos, subsidiando melhores práticas de intervenção. O curso será realizado em 10 módulos ao longo de 2017, com encontros mensais, de 12 horas cada módulo, com os seguintes temas:

  1.  Interface entre psicologia e psiquiatria; Introdução à neuropsicologia.
  2.  Compreendendo as Psicoses; Função Atencional.
  3.  Psicopatologia das Psicoses; Função Mnéstica.
  4.  Bases Neurobiológicas das Psicoses; Funções Executivas.
  5.  Psicoses na infância e na vida adulta; Linguagem e Função Visuo-perceptiva.
  6.  Primeiro Episódio Psicotico; Bateria Matrics.
  7.  Bateria MATRICS.
  8.  Reabilitação cognitiva nas psicoses.
  9. Tratamentos não farmacológicos.
  10.   Conclusão do curso.

Público alvo: Psicólogos com registro no CRP e estudantes de psicologia (5o. Ano)

Carga horária: 10 encontros de 12hs (4hs sexta a noite e 8hs de sábado); total 120 hs.

Início: 24 e 25 de março de 2017

Maiores informações: http://www.neuropsiproesq.com.br

Inscrições: http://cepp.org.br/produto/neuropsicologia-aplicada-esquizofrenia-em-ate-10x-sem-juros/

www.neuropsiproesq.com.br

http://cepp.org.br/produto/neuropsicologia-aplicada-esquizofrenia-em-ate-10x-sem-juros/

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Neurofeedback e Biofeedback – Fundamentos e Prática Clínica

Caros colegas,

Em função de  questões e emails que eu venho recebendo, decidimos modificar o curso “Biofeedback na Prática Clínica” para “Neurofeedback e Biofeedback – Fundamentos e Prática Clínica” de modo a abranger questões pertinentes ao uso da técnica de neurofeedback.

http://educareinstitute.com.br/ver/curso/neurofeedback-e-biofeedback-fundamentos-e-pratica-clinica-presencial-em-sao-paulo-11-de-junho/

O biofeedback e o neurofeedback são técnicas de autorregulação psicofisiológica, que contribuem para a ampliação do estado de consciência acerca de si mesmo, facilitando a integração corpo-mente. Ambas as técnicas utilizam sensores e softwares para o monitoramento fisiológico e, através do mecanismo de retroalimentação por condicionamento operante, o paciente é capaz de aprender a autorregular diminuindo respostas disfuncionais como, por exemplo, as respostas de palpitação cardíaca, sudorese na palma das mãos ou pensamentos invasivos, tão comuns em pacientes com transtornos de ansiedade.

Nesse curso introdutório, você terá uma visão geral de ambas as técnicas de treinamento e de suas aplicações. Você aprenderá acerca dos tipos de avaliação utilizadas para o neurofeedback (introdução) e também como fazer uma avaliação acercado equilíbrio do sistema nervoso autonômico, utilizando dados da variabilidade da frequência cardíaca (atividade prática)

Ao concluir esse curso você será capaz de identificar, no seu paciente, sintomas que estejam relacionados ao desbalanço entre os sistemas simpático e parassimpático, além de conhecer ferramentas que poderão ser usadas para o manejo do paciente. Será realizada demonstração de equipamentos e orientações sobre como utilizá-los no contexto clínico.

Clique aqui para saber mais!

 

Carga horária: 8hs

 

Ementa:

  • Biofeedback
    • O que é?
    • Biofeedback X Neurofeedback
    • Modalidades?

 

  • O cérebro e o sistema nervoso autonômico
    • Reações fisiológicas e estados psico-emocionais: uma via de mão dupla
    • Introdução ao funcionamento do cérebro e as áreas de Brodmann
    • Conceitos EEG e ritmos corticais

 

  • Avaliação
    • QEEG X avaliação de baixo custo: vantagens e desvantagens
    • Avaliando o equilíbrio autonômico através da variabilidade da frequências cardíaca (HRV)

 

  • Aplicações e Parte prática
    • Estudo de caso
    • Demonstração

Inscrições pelo site da Educare Institute.

Biofeedback na Prática Clínica: Curso 2016

curso biofeedback educare

O Biofeedback é uma técnica de autorregulação psicofisiológica, que contribui para a ampliação do estado de consciência acerca de si mesmo, facilitando a integração corpo-mente. Nesse sentido, é uma importante ferramenta terapêutica que vem a agregar valor a diversas outras abordagens. O biofeedback utiliza sensores e softwares para o monitoramento fisiológico e, através do mecanismo de retroalimentação por condicionamento operante, o paciente é capaz de aprender a autorregular diminuindo respostas  disfuncionais como, por exemplo, as respostas de palpitação cardíaca ou de sudorese na palma das mãos, tão comuns em pacientes com transtornos de ansiedade.

Nesse curso você vai aprender sobre os mecanismos fisiológicos modulados pelo sistema nervoso autônomo (SNA), especialmente simpático e parassimpático, e sua relação com transtornos psiquiátricos em seus aspectos psicoemocionais. Você vai ter oportunidade de conhecer diferentes técnicas de biofeedback, suas áreas de aplicação e, ainda, a diferença entre o biofeedback e o neurofeedback.

Ao concluir esse curso você será capaz de identificar, no seu paciente, sintomas que estejam relacionados ao desbalanço entre os sistemas simpático e parassimpático, além de conhecer ferramentas que poderão ser usadas para o manejo do paciente. Será realizada demonstração de equipamentos e orientações sobre como utilizá-los no contexto clínico.

Maiores informações sobre o curso em: http://educareinstitute.com.br/ver/curso/biofeedback-na-pratica-clinica-curso-presencial-em-sao-paulo/


HEG Neurofeedback ou Neurofeedback Hemoencefalográfico

Você sabe o que é HEG Neurofeedback ou Neurofeedback Hemoencefalográfico?

Igor Londero e eu escrevemos um artigo de revisão de literatura sobre HEG neurofeedback, focando nas principais aplicações na área da saúde. Você pode ler o artigo original aqui:

Neurofeedback hemoencefalográfico (HEG): possibilidades de aplicações no campo da saúde

Mas nesse post, eu vou resumir os principais pontos para você!

* O HEG Neurofeedback, assim como as outras técnicas de biofeedback e neurofeedback, atua com base no condicionamento operante. Nesse, padrões fisiológicos são monitorados e, através do mecanismo de retroalimentação biológica, o feedback é fornecido ao usuário que desenvolve a habilidade de se autorregular.

* No HEG Neurofeedback o sinal monitorado (e usado como feedback ao usuário) é baseado na dinâmica sanguínea cerebral. Temos duas modalidades de HEG Neurofeedback, o PIR e o NIRs

  • PIR Neurfeedback: o feedback é dado em função da vasodilatação ou vasoconstrição dos vasos capilares cerebrais nas áreas treinadas
  • NIRs Neurofeedback: o feedback baseia-se no incremento intencional da oxigenação e perfusão sanguínea. Veja a faixa utilizada para o treinamento com o HEG Neurofeedback, modalidade NIRs a seguir:
Figura 1: Modelo de equipamento para HEG neurofeedback NIR Fonte: Divulgação – Pocket Neurobics/Austrália. Retirado em 2013, de world wide web: http:// pocket-neurobics.com/. Imagem publicada com autorização prévia do fabricante.

Figura 1: Modelo de equipamento para HEG neurofeedback NIR
Fonte: Divulgação – Pocket Neurobics/Austrália. Retirado em 2013, de world wide web: http://
pocket-neurobics.com/. Imagem publicada com autorização prévia do fabricante.

* O PIR Neurofeedback é muito aplicado no controle de enxaquecas do tipo migrânea (se você quiser ler mais sobre essa modalidade, vejam esse estudo bacana de Strokes & Lappin, 2010 – em inglês)

* 3 sessões de HEG Neurofeedback modalidade NIRs por 40 minutos foi suficiente para melhorar o desempenho cognitivo de de 8 sujeitos em uma tarefa de memória de trabalho (se você quiser ler mais sobre esse estudo, veja o artigo completo – em inglês – aqui)

* O treinamento de um jovem de 12 anos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) por 10 sessões contribuiu para a redução na medicação e para a melhora no seu quociente global de inteligência, medido pelos escores da Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC III) e pelo Teste de Desempenho Individual de Weschler (leia mais sobre esse estudo aqui)

Mais recentemente, apoiei minha colega de pesquisa, a psicóloga Daniella Valverde na sua pesquisa de mestrado, que investigou os efeitos de 10 sessões de neurofeedback na cognição de sujeitos saudáveis. Os resultados são bem promissores e estão sendo preparados para publicação. Ainda não posso compartilhar o artigo (espero fazê-lo em breve), mas você pode acompanhar o trabalho que venho desenvolvendo com a Daniella e mais 2 colegas (Silvio Aguiar e Fernanda Pires) acessando o site alfaneurofeedback.com.br.

 

Para saber mais sobre o tratamento com neurofeedback, entre em contato:

julyneurop@gmail.com

(11) 985718551 (deixe um recado no WhatsApp que eu retorno a ligação!)

Aplicações Neurofeedback Parte 2: Transtornos Psiquiátricos na Vida Adulta

Diversos são os transtornos que ocorrem na vida adulta que podem ser tratados com neurofeedback. O objetivo desse post é apresentar uma visão geral das intervenções mais consolidadas acerca das aplicações do neurofeedback nos quadros psiquiátricos da vida adulta, com base em resultados de pesquisas científicas (nesse post não irei considerar transtornos neurológicos). Ao final, uma lista de referências (em português e em inglês) com links (algumas vezes é possível ler apenas o abstract) de artigos nos quais eu me baseei para produzir esse post.

Já vimos no post anterior sobre as aplicações na infância que os primeiros estudos acerca da possibilidade de autorregulação biológica voluntaria datam de 1950, por Neal E. Miler e que recentemente o neurofeedback tem se tornado mais acessível, tanto em termos técnicos, quanto teórico e instrumental.

Muitas pesquisas têm apresentado resultados promissores no tratamento dos transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e na depressão.

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Essa imagem foi retirada de http://pixabay.com/

Os quadros de ansiedade envolvem, de modo geral, um componente cognitivo-emocional projetado para o futuro, trazendo uma sensação de incerteza e angústia. A ansiedade pode se configurar como um transtorno isolado, ou vir acompanhada (ou acompanhar) outros transtornos. Diversos trabalhos têm demonstrado que, independente dessa configuração, a ansiedade responde bem ao tratamento com neurofeedback. Já o TOC, caracterizado pelos pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, compartilha também sintomas de ansiedade, e tende a ter uma resposta similar, porém o treinamento pode ser mais prolongado.

Nos quadros depressivos e de desregulação do humor, o treinamento tem sido mais promissor com aqueles cujo transtorno é leve à moderado, sendo mais prolongado na depressão grave.

A associação de diferentes modalidades, incluindo biofeedback associado ao neurofeedback, é de grande valia para um tratamento global do transtorno e contribui para a generalização em situações fora do ambiente terapêutico.

 

 

Como funciona?

O princípio de funcionamento do neurofeedback é baseado na capacidade de associação e aprendizagem do nosso cérebro. Utilizando-se sensores capazes de captar respostas biológica cerebrais (variando de acordo com a modalidade) é possível o treinamento de autoregulação, através da retroalimentação biológica. Na prática, a resposta captada é utilizada pelo próprio paciente como informação para que ele aprenda a regular essa resposta, muitas vezes controlando um filme, um game ou produzindo notas musicais (no caso, essas mídias são controladas pelos padrões de ativação registrados).

Depois de um certo número de sessões, o organismo desenvolve a capacidade de manter essa regulação, mesmo fora do ambiente clínico, trazendo melhoras globais no funcionamento e performance do paciente.

É importante ressaltar a importância de uma boa anamnese e avaliação do paciente, de modo que o protocolo seja personalizado de acordo com as necessidades e demandas individuais.

 

Entre em contato para saber como o neurofeedback pode ajudar!

julyneurop@gmail.com

(11) 985718551

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Artigos:

Londero I, Gomes JS. Neurofeedback hemoencefalográfico (HEG): possibilidades de aplicações no campo da saúde. Ciência e Cognição. 2014; Vol 19(3) 307-314

Gomes JS, Coghi MF, Coghi PF. Biofeedback cardiovascular e suas aplicações: revisão de literatura. Avances en Psicología Latinoamericana. 2014; 32(2):199-216.

Dias ÁM. Tendências do neurofeedback em psicologia: revisão sistemática. Psicologia em Estudo. 2010: 811-820.

Dias ÁM, Van Deusen AM, Oda E, Bonfim MR. Clinical efficacy of a new automated hemoencefalographic neurofeedback protocol. The Spanish Journal of Psychology. 2012; 15(03):930-941

Hammond DC. What is neurofeedback: An update. Journal of Neurotherapy. 2011; 15 (4): 305-336.

Schoenberg PLA, David AS. Biofeedback for psychiatric disorders: a systematic review. Applied Psychophysiology and Biofeedback. 2014; 39(2):109-135