Curso de Neurofeedback: módulo pratico

Atualmente sou sócia da Alfaneurofeedback e a agenda de cursos de neurofeedback para 2018 já está no ar e pode ser visualizada em:

http://www.alfaneurofeedback.com/proximos-eventos/

O curso prático de neurofeedback visa ensinar o método de avaliação miniQEEG, com base nos parâmetros estabelecidos pelo nosso parceiro Itallis Communication.

Esse curso será realizado com turmas reduzidas entre 4 e 10 participantes (de 2 a 5 duplas) para melhor aproveitamento.

DATA: 27 e 28 de abril de 2018

LOCAL: Tullip In Hotel, rua Apeninos, 1070. CEP 04104-021. Site: http://www.tulipinnsaopaulopaulista.com/pt-br. Ao fazer sua reserva, informe sua participação no curso

Investimento:

– até 25/03/2018: R$1250,00

Faça a sua inscrição no módulo teórico de neurofeedback (03 e 04 de março 2018) e no módulo prático (27 e 28 de abril 2018) e ganhe 5% de desconto no valor dos cursos + 1 hora de supervisão com a Dra. July Silveira Gomes(*promoção válida até 10/03/18 para inscrição da mesma pessoa nos 2 cursos, consulte formas de pagamento pelo email julygomes@alfaneurofeedback.com.br; a supervisão deverá ser usada entre 29/04/2018 a 30/05 de 2018 ou entre 01/07/2018 a 30/11/2018).

– entre 26/03/2018 e 14/04/2018: R$1400,00

– entre 15/04/2018 e 25/04/2018: R$1550,00

INSCRIÇÃO: Para receber o formulário de inscrição, envie um e-mail para julygomes@alfaneurofeedback.com.br

PÚBLICO ALVO: Psicólogos, profissionais da saúde, educação e desenvolvimento humano.

OBJETIVO GERAL: Ensinar o método de avaliação, com base no sistema utilizado pela Itallis Communication.

OBJETIVO ESPECÍFICO: Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de:

– Realizar uma entrevista para estruturar sua intervenção com neurofeedback;

– Coletar dados para a formatação do miniQEEG;

– Entender os principais parâmetros da avaliação miniQEEG;

– Entender como gerar um relatório de progresso.

Cada participante finalizará o curso com o seu próprio miniQEEG e terá delineado seu próprio protocolo de treinamento

CONTEÚDO:

Dia 1:

Overview do método Itallis

Entendendo a queixa do meu paciente: entrevista com base no método Itallis

Revisão 1: sistema 10-20 e áreas de broadman em função do método

Revisão 2: sinal EEG e artefatos

Software Bioexplorer

Prática 1: coletando dados com bioexplorer

Prática 2: limpeza dos dados e montando o miniQEEG

Dia 2:

Interpretação da planilha e raciocínio para o protocolo

Elaborando o relatório para o meu paciente

Prática 3: criação do próprio plano de treinamento (autotreino) e seleção dos designs

Prática 4: acompanhando o progresso do meu paciente e elaborando o relatório após 10 sessões (*dados serão fornecidos para essa etapa)

PRÉ-REQUISITO:

Participado do Curso Teórico de Neurofeedback da AlfaNeurofeedback ou similar (*pessoas que participaram de cursos não ministrados pela AlfaNeurofeedback precisam submeter o certificado para validação da participação);

Conhecimento do uso das ferramentas word e excel (não nos responsabilizamos por dificuldades pessoais associadas à utilização dessas ferramentas).

Possuir equipamento próprio para a participação no curso.

MATERIAL: Será fornecido apostila no dia do curso e certificado de participação AlfaNeurofeedback.

BIBLIOGRAFIA INDICADA: não há recomendações específicas.

PROFESSORA: July Silveira Gomes

Doutora em Ciências, pelo departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Federal de São Paulo (2017) e Mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). É formada em Psicologia, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Realiza pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e sua relação com emoções e comportamento. Atende com biofeedback e neurofeedback em consultório particular, e realiza supervisões de profissionais.

Curso de Neurofeedback: módulo teórico 

Atualmente sou sócia da AlfaNeurofeedback e já lançamos os calendários de cursos para 2018. O site para ver todos os cursos que já estão no ar é:

http://alfaneurofeedback.com.br/eventos-2/

O curso teórico de neurofeedback visa oferecer as bases conceituais para a utilização do neurofeedback

Turma de no mínimo 6 e no máximo de 20 pessoas. Garanta a sua vaga!

DATA da próxima turma: 19 e 20 de maio de 2018

LOCAL: Tullip In Hotel, rua Apeninos, 1070. CEP 04104-021. Site: http://www.tulipinnsaopaulopaulista.com/pt-br . Ao fazer sua reserva, informe sua participação no curso. De

CIDADE: São Paulo

INVESTIMENTO:

– até 15/04/2018: R$1000,00

– entre entre 16/04/2018 e 10/05/2018: R$1190,00

– entre 11/05/2018 e 17/05/2018: R$1350,00

INSCRIÇÃO: Para receber o formulário de inscrição, envie um e-mail para julygomes@alfaneurofeedback.com.br

PÚBLICO ALVO: Profissionais formados em nível superior nas áreas da saúde e educação

OBJETIVO GERAL: Oferecer bases teóricas do neurofeedback

OBJETIVO ESPECÍFICO: Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de:

– Entender os princípios do neurofeedback;

– Diferenciar entre as modalidades de neurofeedback utilizadas em settings clínicos;

– Entender sobre os principais parâmetros da eletroencefalografia aplicada ao neurofeedback;

– Entender as possibilidades da aplicabilidade da técnica em ambiente terapêutico.

CONTEÚDO:

  • O que é neurofeedback?

Conceito
e Histórico

  • Funcionamento do cérebro

Áreas de Brodmann, networks e circuitos neurais

  • Overview de modalidades baseada na dinâmica sanguínea:

Oxigenação cerebral e sistema neurovascular

Propagação da luz no tecido sanguíneo

Diferenças entre neurofeedback HEG e outras modalidades baseadas na dinâmica sanguínea (nIRS, fMRI)

  • Overview do neurofeedback com base na atividade elétrica cerebral:

Atividade elétrica cerebral: do potencial sináptico às frequências de onda

Sistema internacional de colocação de eletrodos 10-20

Montagens

Artefatos

Alterações no EEG normal

Diferenças entre o neurofeedback de frequência e as outras modalidades baseadas no EEG (potenciais corticais lentos e zscore)

  • Porque integrar o biofeedback cardiovascular ao treinamento com neurofeedback?
  • Associando outras técnicas: TCC, metacognição, treino cognitivo e neurofeedback.

PRÉ-REQUISITO: Não há

MATERIAL: Será fornecido apostila no dia do curso e certificado de participação AlfaNeurofeedback.

BIBLIOGRAFIA INDICADA: será enviada por email.

PROFESSORA:

July Silveira Gomes é doutora em em Ciências, pelo departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Federal de São Paulo (2017) e Mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). É formada em Psicologia, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Realiza pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e sua relação com emoções e comportamento. Atende com biofeedback e neurofeedback em consultório particular, e realiza supervisões de profissionais.

Ativação do Lobo Frontal e seu Papel na Depressão, Ansiedade e Euforia

Durante todo o tempo em que tenho trabalhado com neurofeedback (desde 2007) e, recentemente, pesquisando e colaborando em ensaios clínicos usando Estimulação Transcraniana de Corrente Contínua (ETCC ou, do inglês TDCS – Transcranial Direct Current Stimulation) tenho ouvido e falado muito sobre “inversões” e “assimetrias” cerebral, assim como suas relações com sintomas de ansiedade, euforia e depressão.

Então resolvi escrever esse post sobre o conceito da assimetria do lobo frontal, com base nos padrões neurofisiológicos, do impacto desses achados na compreensão do comportamento e emoções humanas e como o treinador de neurofeedback usa esse conceito para o treinamento cerebral dos pacientes.

O lobo frontal tem dois hemisférios ou “partes” (direito e esquerdo) e a relação entre eles e a regulação emocional tem sido explorada por diversos autores. Davidson e Irwin, em 1999, descreveram o sistema motivacional do cérebro, sendo inicialmente proposto que o sistema de “aproximação” (approaching*) é responsável por gerar afetos positivos e comportamentos relacionados a aproximação de metas, e o sistema de evitação (withdrawal*) atua facilitando o comportamento de evitar estímulos aversivos e as reações às ameaças, estando ligado à produção de afetos negativos como nojo e medo. A região pré-frontal e a amigdala (parte subcortical, que não é possível de ser visualizada na imagem a seguir) são indicados como os componentes chaves desse circuito.

cerebro e hemisférios

O conceito principal é de que o hemisfério frontal esquerdo é mais ativado que o hemisfério direito e essa diferença de ativação está ligado ao adequado funcionamento das habilidades cerebrais, do ponto de vista cognitivo, emocional e da produção do comportamento (Para entender melhor sobre aspectos não emocionais dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro, acesse o link para o post de uma colega em: https://julyneuro.wordpress.com/2013/07/18/as-assimetrias-cerebrais-parte-ii/. Esse post vai se focar principalmente nos aspectos motivacionais).

Sendo assim, quando há inversão nesse padrão de assimetria, sintomas de depressão e/ ou ansiedade e euforia podem ser observados. Quando o hemisfério esquerdo não está “dominante” (mais ativado), tem-se verificado que a dominância direita está associada à depressão. Do modo contrário, quando o hemisfério direito não está adequadamente balanceado, deixando o hemisfério esquerdo excessivamente dominante, observa-se a manifestação da euforia. Esses padrões de dominância podem ser observados através das predominância e do poder das ondas alfa e beta em regiões contra-laterais do cérebro (direita-esqueda), e estão relacionados ao traço eufórico/ depressivo, mesmo quando o sujeito não está manifestando esses estado. Ou seja, uma pessoa com predominância do hemisfério direito pode apresentar um padrão comportamental de evitação mesmo que ela não esteja deprimida naquele momento. Os níveis de cortisol (hormônio esteroide produzido em resposta a situação de estresse) também estão relacionados com as inversões, mais precisamente com predominância direita.

Mais recentemente alguns autores têm sugerido que as assimetrias frontais estão mais ligadas ao comportamento manifesto (aproximação e evitação) do que à valência (afeto positivo e negativo). Um exemplo é quando alguém, sob o efeito do sentimento negativo de raiva, inicia uma briga (comportamento de aproximação). Esse padrão tem sido relacionado ao excesso de ativação do hemisfério esquerdo (aproximação) e não direito.

Investigações de outras regiões cerebrais envolvidas na regulação da emoção e comportamento usando a técnica de EEG sugerem que a região posterior do cérebro está mais relacionada com a percepção da valência positiva e negativa, sendo que padrões de assimetria também são investigadas nessa região. Em outras palavras, a região parietal do cérebro (ver imagem) está associada a percepção emocional, sendo que a onda alfa parece ser importante tanto para a percepção de emoções positivas quanto negativas, tanto em adultos quanto em crianças.

Qual o papel do neurofeedback em relação as inversões?

O neurofeedback é uma técnica que acessa o padrão de ativação do cérebro através do EEG e permite comparar os padrões de ativação de cada região, analisando-se quais faixas de ondas estão dominantes em determinadas regiões. Diferentes treinos podem ser aplicados para a alteração do padrão invertido e reestabelecimento da assimetria adequada. O treino “típico” de inversões frontal reforça a relação entre as ondas beta e alfa através de estímulos auditivos e visuais. Assim, o cérebro é treinado a mudar a relação entre esses padrões de ondas, deixando o hemisfério esquerdo do lobo frontal levemente mais dominante. Já quando a inversão é observada no lobo parietal, a tendência é o reforço para aumento da produção de alfa no hemisfério direito.

Fontes consultadas:

Harmon-Jones, E., Gable, P. A., & Peterson, C. K. (2010). The role of asymmetric frontal cortical activity in emotion-related phenomena: A review and update.Biological psychology84(3), 451-462.

Davidson, R. J. (2002). Anxiety and affective style: role of prefrontal cortex and amygdala. Biological psychiatry51(1), 68-80.

* tradução livre.