Biofeedback na Prática Clínica: Curso 2016

curso biofeedback educare

O Biofeedback é uma técnica de autorregulação psicofisiológica, que contribui para a ampliação do estado de consciência acerca de si mesmo, facilitando a integração corpo-mente. Nesse sentido, é uma importante ferramenta terapêutica que vem a agregar valor a diversas outras abordagens. O biofeedback utiliza sensores e softwares para o monitoramento fisiológico e, através do mecanismo de retroalimentação por condicionamento operante, o paciente é capaz de aprender a autorregular diminuindo respostas  disfuncionais como, por exemplo, as respostas de palpitação cardíaca ou de sudorese na palma das mãos, tão comuns em pacientes com transtornos de ansiedade.

Nesse curso você vai aprender sobre os mecanismos fisiológicos modulados pelo sistema nervoso autônomo (SNA), especialmente simpático e parassimpático, e sua relação com transtornos psiquiátricos em seus aspectos psicoemocionais. Você vai ter oportunidade de conhecer diferentes técnicas de biofeedback, suas áreas de aplicação e, ainda, a diferença entre o biofeedback e o neurofeedback.

Ao concluir esse curso você será capaz de identificar, no seu paciente, sintomas que estejam relacionados ao desbalanço entre os sistemas simpático e parassimpático, além de conhecer ferramentas que poderão ser usadas para o manejo do paciente. Será realizada demonstração de equipamentos e orientações sobre como utilizá-los no contexto clínico.

Maiores informações sobre o curso em: http://educareinstitute.com.br/ver/curso/biofeedback-na-pratica-clinica-curso-presencial-em-sao-paulo/


Biofeedback na Prática Clínica – Agosto de 2014

Você sabia que o biofeedback é uma ferramenta eficaz para auxiliar no tratamento de diversos transtornos psicológicos e somáticos?

Aprenda um pouco mais sobre a técnica no próximo curso “Biofeedback na Prática Clínica”, que acontecerá em Jundiaí – SP no dia 30/08/2014

Banner completo agosto 2014

 

cardioEmotion e biofeedback cardiovascular

cardioEmotion

O Cardioemotion é um software brasileiro para treinamento de biofeedback cardiovascular.

Com o código 20123 você ganha 1h de supervisão comigo sobre como

utilizar o sistema para seu treinamento de coerência cardiovascular.

O biofeedback cardiovascular é uma técnica de retro-alimentação biológica que apresenta benefícios comprovados na regulação dos sistemas de equilíbrio do corpo, através de informações vindas do batimento cardíaco. Em 2010 eu postei aqui algumas informações sobre o biofeedback cardiovascular ou de variabilidade da frequência cardiaca (ou ainda chamado de doerência cardíaca). Você podem ler em:https://julyneuro.wordpress.com/2010/06/18/variabilidade-da-frequencia-cardiaca-e-biofeedback/

Vou comentar rapidamente o princípio do biofeedback cardiovascular: um sensor capta o batimento cardíaco e capta o intervalo entre cada batimento, chamado de intervalo R-R. A variabilidade é extraída (matematicamente) a partir de medidas desses intervalos. Essa informação é disponibilizada na tela praticamente em tempo real (o delay ou tempo entre o seu batimento e a apresentação do estímulo na tela) tem que ser mínimo, pois caso contrário o feedback não tem efeito). Ao visualizar essas resposta é possível aprender a modulá-la, ou melhor, a pessoa aprende a interagir com o estímulo da tela a partir de sua resposta fisiológica.

O treinamento com biofeedback cardiovascular é relativamente fácil e sofre grande influência do nosso padrão de respiração. Por isso o Cardioemotion tem mecanismo para ajudar a dar ritmo à respiração. Assim, respirando no ritmo adequado, é possível entrar mais rápido em coerência. A respiração deve ser feita durante o treinamento e não é precisando continuar respirando no mesmo ritmo durante o restante do dia para manter os benefícios: com o tempo o corpo aprende a se auto-regular sozinho!

Vejam abaixo a tela inicial do Cardioemotio:

Tela inicial do software para biofeedback cardiovascular Cardioemotion

Em momentos de relaxamento e prazer o nosso coração deveria ter um ritmo mais baixos (menor frequência cardíaca em repouso) e em momentos de reação, de intensidade ou de estresse esse ritmo deveria aumentar, pois todo corpo se mobiliza.  Na prática, um coração com baixa variabilidade está respondendo mais ou menos do mesmo modo nas diversas situações do dia a dia, seja no repouso ou na reação, ou seja, o corpo está mantendo o padrão de estresse e gastando energia mesmo quando ele poderia (e deveria) estar mais relaxado. Esse padrão fisiológico é geralmente acompanhado de pensamentos que “invadem” a nossa mente o tempo inteiro, esgotamento físico, desânimo, podendo  contribuir para manutenção de quadros mais preocupantes, em termos de saúde física e mental.

A variabilidade da frequência cardíaca está relacionada à boa adaptação do indivíduo ao ambiente e diversos artigos demonstram melhora cognitivas e emocionais em pessoas que treinam coerência cardiovascular por 20 min, 3x por semana (entre 10 e 20 sessões de treinamento).

O Cardioemotion foi desenvolvido pela empresa Neuropsicotronics http://www.cardioemotion.com.br e estamos desenvolvendo alguns trabalhos em parceria. Assim, ao adquirir o sistema, se você digitar o código 20123 você ganha 1h de supervisão sobre o uso do sistema comigo.

Para maiores informações, pode entrar em contato por email: julyneurop@gmail.com

Regulando meu humor através da respiração

Preparei esse breve texto para entregar aos clientes que atendo, como forma de ajudar no processo de treinamento em biofeedback cardiovascular. Espero que seja interessante para vocês também!

Como o meu coração e minha respiração podem me ajudar a regular meu humor?

Os sistemas autonômicos simpático e parassimpático são os responsáveis por regular nossas funções vitais. No dia a dia, em decorrência de diferentes atividades e do ciclo circadiano, nosso organismo regula-se para se adaptar às diferentes situações. Essa regulação se chama homesostase corpórea.

A freqüência cardíaca varia naturalmente de acordo com a respiração (RSA – arritmia sinusal respiratória), com nossas atividades e estados de ativação. No dia a dia, em situações de repouso, há predomínio da ação parassimpática sobre o coração. Sempre que necessário, a ativação simpática desencadeia respostas fisiológicas de reação, que provocam aceleração do batimento cardíaco e aumento da freqüência cardíaca. Essa ação vem ao encontro do princípio de luta ou fuga, mobilizado pelo sistema simpático, sempre que precisamos reagir. A ativação simpática também influencia o sistema endócrino, que afeta o sistema cardiovascular. Permanecer no estado de ativação simpática, sobrecarrega nosso organismo.

Em relação aos transtornos de ansiedade, Kawachi e colegas (1995) investigaram os sintomas de ansiedade em 581 homens saudáveis, através da análise do poder espectral da variabilidade da freqüência cardíaca. Os homens que relatavam mais sintomas de ansiedade fóbica apresentaram, em repouso, frequencia cardíaca mais alta e menor variabilidade da freqüência cardíaca. Conclui-se que a ansiedade está associada a hiperatividade simpática. Em uma pesquisa realizada por Virtanen e colegas (2003), com 71 homens e 79 mulheres de meia-idade, constatou-se que a ansiedade e a hostilidade estão relacionadas à redução da atividade parassimpática e aumento do predomínio simpático.

Treinamento com biofeedback cardiovascular: o principal objetivo é aumentar a variabilidade da freqüência cardíaca, ou seja, a capacidade de modulação cardiovascular em reação a diferentes situações. De modo geral, o aumento da variabilidade da frequencia cardíaca reduz a ativação simpática, causada por estresse e ansiedade excessivas, e aumenta a ativação parassimpática. Além de monitorarem-se as variáveis da freqüência cardíaca, é possível associar a essa técnica de biofeedback o monitoramento da respiração, usando a arritmia sinusal respiratória (RSA) como uma forma de potencializar o efeito do biofeedback cardiovascular. A RSA é uma variação que ocorre no ritmo do coração em função da respiração, aumentando a freqüência cardíaca na inspiração e reduzindo-a na expiração. Ou seja, quando expiramos, diminuímos a freqüência cardíaca e aumentamos a influencia parassimpática no organismo.

O que fazer e como fazer: o alvo do RSA biofeedback é focar a atenção na expiração, buscando um estado de relaxamento. O pulmão é um órgão oco, em que o ar entra e sai, em função da compressão e expansão diafragmática. Desse modo, o diafragma se expande, proporcionando a entrada de ar nos pulmões, e se contrai, impulsionando o ar para fora. Conforme o ar entra no organismo, há um leve movimento de expansão, que pode ser sentido quando apoiamos nossa mão em cima da barriga. Quando o ar sai, sentimos um leve movimento no sentido contrário (barriga para dentro). Quando estamos relaxados, esse movimento é leve e fluido; quando estamos agitados, a respiração fica curta e o movimento com menor amplitude.

O processo consiste em tentar expirar (colocar o ar para fora) durante o dobro de tempo da inspiração. A taxa 6:3 (expirar contanto até 6 e inspirar contando até 3)  parece ser uma faixa agradável para a maioria das pessoas. Mas o ideal é que cada um consiga perceber qual a sua própria faixa.

Treine 1x por dia; no início, faça quanto tempo conseguir, e tente prolongar o período de treino por até 20 minutos. Lembrando que no início pode ser meio desconfortável, e que a tendência é “inflar” ao máximo, quando inspiramos. Mas não force muito. Tente fazer ao contrário… Tente esvaziar bastante, e depois apenas deixe o ar entrar o quanto for necessário.

Cuidado para não hiperventilar, e não forçar demais.

Som ambiente sempre ajuda.

Bom treino.

Variabilidade da Frequencia Cardíaca e Biofeedback

SENTIMENTO é a linguagem que o coração usa quando precisa mandar algum recado… (autor desconhecido).

O coração tem uma linguagem própria. Apesar de a neurociência já ter demonstrado que o cérebro é o responsável pelo processamento das informações afetivas e dos sentimentos, é fato que o ritmo do nosso coração reflete nosso estado afetivo. Não é sem razão o comentário popular de que aqueles que sofrem por amor estão com o coração apertado, não é?

São inúmeras as investigações científicas acerca do funcionamento cardíaco e sua relação com estados de humor e estados psicológicos (veja a lista de referências no final desse post). A análise dos intervalos entre os batimentos cardíacos, conhecida como variabilidade da freqüência cardíaca, permite extrair diferentes informações sobre o balanço autonômico, ou seja, o equilíbrio entre nossos sistemas de ativação (sistema nervoso simpático, conhecido como sistema de luta ou fuga) e de repouso (sistema parassimpático, conhecido como sistema de repouso e digestão). No dia a dia, em situações de repouso, há predomínio da ação parassimpática sobre o coração. Sempre que necessário, a ativação simpática desencadeia respostas fisiológicas de reação, que provocam aceleração do batimento cardíaco.

A literatura aponta que a VFC é um bom indicador do funcionamento autonômico e um importante preditor do risco de morte para pessoas que sofrem de doenças cardíacas e coronárias (Task Force 1996; Stein and Kleiger 1999; Sved 1999). Além disso, exisite certa relação entre algumas dessas variáveis e transtornos psiquiátricos (Cohen, Matar et al. 1999; Cohen, Benjamin et al. 2000; Kemp, Malhotra et al. 2003; Henry, Minassian et al. 2009; Kemp, Quintana et al. 2010). Veja abaixo o que os artigos científicos tem mostrado:

software variabilidade frequencia cardiaca

– Cohen e colaboradores (1999), em sua revisão, apontam que pessoas com esquizofrenia sob efeito de medicação, principalmente a clozapina, apresentam elevada freqüência cardíaca e baixa variabilidade da freqüência cardíaca. Acredita-se que, nesses pacientes, a diminuição da VFC esteja vinculada a uma resposta positiva às propriedades colinérgicas desse fármaco;

– Sowden e Hufman (2009) indica que, apesar de a diminuição da VFC ser considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares, e em paciente esquizofrênicos estar associada à síndrome metabólica (ganho de peso, diabetes) – o que aumenta os fatores de risco para doenças do coração como infarto do miocárdio – as taxas de mortalidade em pacientes sem tratamento é maior do que para aqueles tratados com essa droga;

– Na pesquisa de Henry e colaboradores (2009) os pacientes internados com esquizofrenia e depressão bipolar apresentam disfunção no balanço entre os sistemas simpático e parassimpático, com indicadores de baixa VFC e reduzida atividade parassimpática (Henry, Minassian et al. 2009);

– A depressão tem sido associada à diminuição da VFC (Kemp, Quintana et al. 2010). Sowden (2009) acrescenta que os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina são os mais indicados para pacientes depressivos com problemas cardiovasculares. Nesse caso, verificam-se indicadores de melhoras no prognóstico de infarto do miocárdio e outros eventos cardíacos.

– De um modo geral, quanto mais severos os sintomas, menor a VFC e, conseqüentemente, maiores os riscos de doenças ou episódios cardiovasculares agudos (Henry, Minassian et al. 2009; Kemp, Quintana et al. 2010).

– Em relação aos transtornos de ansiedade, a baixa VFC tem sido relacionada à hiper-ativação simpática. Esse padrão de hiper-ativação também é encontrado em pessoas com distúrbio de pânico e transtorno de estresse pós-traumático, em repouso.

Como biofeedback cardiovascular pode ajudar a melhorar os sintomas e o meu estado psicológico?

As técnicas de biofeedback são técnicas de treinamento. No caso do biofeedback cardiovascular ou VFC, sensores captam o batimento cardíaco e extraem certas variáveis (através de análises estatísticas). Através de um computador, esses sinais são mostrados de alguma forma para o usuário: sob a forma de gráficos ou associado à mídias (nesse caso a mídia funciona como um estímulo condicionado).

O processo de auto-regulação evolui de diferentes formas para cada pessoa. De um modo geral, inicialmente a pessoa trabalha para perceber suas sensações, e observa as alterações nos gráficos em função do seu estado de ativação ou relaxamento. Essa associação vai ser fortalecendo, nem sempre de modo consciente, e o usuário aprende a modular essas variáveis. O principal objetivo é aumentar a VFC. Aumentando a VFC, melhora-se o balanço autonômico, refletindo em melhoras na qualidade de vida.

Biofeedback é um método indolor, não medicamentoso, indicado para:

– distúrbios do sono;

– distúrbios de ansiedade;

– síndrome do pânico;

– depressão;

– fobias;

– asma;

– transtornos de atenção;

– problemas cardiovasculares;

– dor crônica;

– fibromialgia;

– distúrbios que afetam sistema autonômico de modo geral;

Referências:

Cohen, H., J. Benjamin, et al. (2000). “Autonomic dysregulation in panic disorder and in post-traumatic stress disorder: application of power spectrum analysis of heart rate variability at rest and in response to recollection of trauma or panic attacks.” Psychiatry Res 96(1): 1-13.

Cohen, H., M. A. Matar, et al. (1999). “Power spectral analysis of heart rate variability in psychiatry.” Psychother Psychosom 68(2): 59-66.

Henry, B. L., A. Minassian, et al. (2009). “Heart rate variability in bipolar mania and schizophrenia.” J Psychiatr Res 44(3): 168-76.

Kemp, A. H., D. S. Quintana, et al. (2010). “Impact of depression and antidepressant treatment on heart rate variability: a review and meta-analysis.” Biol Psychiatry 67(11): 1067-74.

Kemp, D. E., S. Malhotra, et al. (2003). “Heart disease and depression: don’t ignore the relationship.” Cleve Clin J Med 70(9): 745-6, 749-50, 752-4 passim.

Stein, P. K. and R. E. Kleiger (1999). “Insights from the study of heart rate variability.” Annu Rev Med 50: 249-61.

Sved, A. F. (1999). Cardiovascular System. Fundamental Neuroscience. M. J. Zigmond. San Diego, Academic Press: 1051-1061.

Task Force (1996). “Heart rate variability. Standards of measurement, physiological interpretation, and clinical use. Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology.” Eur Heart J 17(3): 354-81.

Terapia com Biofeedback: uma técnica de auto-regulação para saúde e bem estar

O treinamento em biofeedback é um poderoso processo terapêutico para gerenciamento de sintomas de desordens orgânicas ou relacionadas ao estresse, que desregulam nosso equilíbrio.

O termo Biofeedback é usado em referência aos processos de auto-regulação através da interface homem máquina, em que respostas fisiológicas são monitoradas e o usuário é capaz de aprender a modulá-las e, desse modo, ocorre a auto-regulação.

De modo geral, um conjunto de sensores capazes de monitorar certas respostas fisiológicas é ligado a um computador, que processa esses dados. A auto-regulação ocorre quando, ao visualizar uma interface na tela do computador, a pessoa aprende a modificá-la, ou seja, aprende a modificar também as suas respostas corporais.

Existem vários tipos de biofeedback, vou exemplificar alguns a seguir:

  • GSR biofeedback: o sensor pode ser posicionado na ponta dos dedos das mãos ou dos pés e capta a resposta galvânica da pele ou a resposta de condutividade da pele. Essa resposta corporal é muito sensível a alterações emocionais. Dependendo do nosso estado emocional, transpiramos mais nas mãos e extremidades do corpo, o que altera essa resposta de condutividade. O treinamento em GSR biofeedback é muito recomendado para transtornos de ansiedade e de estresse.
  • Biofeedback termal: Nessa técnica, o sensor também pode ser acoplado nas pontas dos dedos, e capta variações na temperatura das extremidades, através do fluxo sanguíneo de pequenos vasos capilares da pele. Quando ativamos nossas respostas de defesa, como ocorre em situações de estresse, os vasos se contraem e a temperatura tende a cair. Quando estamos mais relaxados, realizando atividades prazerosas e tranqüilas, os vasos dilatam e a temperatura nas extremidades tende a aumentar. Bastante recomendado para pessoas que precisam aprender a relaxar e também no tratamento de distúrbios vasculares específicos.
  • Neurofeedback: Essa modalidade de biofedback ocorre através do monitoramento das respostas cerebrais. Nosso cérebro apresenta padrões de ondas que podem ser captados através da caixa craniana, por sensores posicionados no couro cabeludo. Apresenta alta taxa de sucesso no tratamento e gerenciamento de sintomas de diversos transtornos, incluindo depressão, transtorno de déficit de atenção com ou sem hiperatividade (DDA, TDA, TDAH), transtornos de ansiedade (como síndrome do pânico e transtorno de estresse pós traumático), dentre outros. Esse tema é tão interessante que em breve dedicarei um post apenas para ele.
  • Biofeedback cardiovascular ou VFC biofeedback: Essa técnica de biofeedback trabalha com respostas captadas a partir do batimento cardíaco. Os sinais do coração podem ser captados através de sensores posicionados nas pontas dos dedos, que monitoram também os vasos sanguíneos capilares, ou através de sensores acoplados ao tórax, captando os batimentos cardíacos. Através do monitoramento da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) é possível obter indicadores relacionados ao equilíbrio de nossos sistemas de defesa e relaxamento. Desse modo, é possível inferir sobre nossa capacidade de resiliência, adaptação à atividades físicas e cognitivas, assim como nossa capacidade de relaxamento e bem estar. A terapia envolvendo VFC biofeedback é uma forma fácil e não invasiva de gerenciar transtornos e sintomas relacionados a diferentes estados psicológicos como estresse, ansiedade e depressão. No próximo post, apresentarei pesquisas que indicam alterações no padrão de VFC em certas comorbidades, e como o VFC biofeedback pode ser utilizado nessas situações.

O INEC (Inovações Neurotecnológicas para Educação Cerebral) http://www.educacaocerebral.com/lec/) está realizando um trabalho inovador no monitoramento de respostas cardiovasculares, desenvolvendo o software de monitoramento da variabilidade da freqüência cardíaca. Sou pesquisadora convidada do INEC, e juntos realizamos pesquisas voltadas para o desenvolvimento de tecnologias que possam ser utilizadas na promoção do bem estar, saúde e educação cerebral.

Nos links abaixo é possível ter mais informações sobre biofeedback:

http://www.educacaocerebral.com/biofeedback/

http://www.educacaocerebral.com/monitorvfc/

http://www.cerebromente.org.br/n04/tecnologia/biofeed.htm

E um vídeo sobre o trabalho realizado por uma psicoterapeuta em bostom. Esse é em inglês, quem sabe num futuro breve produzimos um em portugues?!