Atenção e Funções Executivas

Atenção

imagem retirada de: http://newvaluestreams.com/wordpress/?p=1133

A atenção é um processo cognitivo que desempenha um papel fundamental no direcionamento cognitivo do usuário para um alvo, intensificando o foco. Ela é a base para que diversos processos mentais funcionem adequadamente, sejam eles processos “puramente cognitivos” (processos frios) ou emocionais (processos quentes).
A atenção é uma função executiva. Em termos cognitivos, as funções executivas são uma categoria de processos cognitivos especializados e auto-reguladores, desempenhados pelo lobo pré-frontal, necessários para lidar-se com situações dinâmicas e ambíguas que envolvam relacionamento social e exijam conduta socialmente adequada (moralmente regulada por regras sociais, que podem ser implícitas, ou seja, não precisam estar expostas ou documentadas). Se usarmos a metáfora empresarial para falarmos sobre o ser humano, podemos dizer que as funções executivas são o diretor-chefe de uma empresa, regulando todos os processos, orientando os caminhos a tomar e mantendo os colaboradores (ou as outras partes do corpo/ cérebro) focados nas suas funções.Assim, ter um bom funcionamento executivo é a base para dosar adequadamente o quanto de emoção, impulsividade e racionalidade virão à tona em processos de tomada de decisão.
As principais funções executivas “básicas” são:
– atenção (seletiva, concentrada e difusa);
– memória de trabalho;
– controle inibitório (contenção dos impulsos);
– auto-regulação (inclusive emocional)
– Metacognição (capacidade de raciocinar sobre o próprio conhecimento cognitivo).
Essas funções executivas básicas são a base para a estruturação de processos executivos mais complexos como:
– planejamento (requer alto grau de atenção, memória de trabalho, adequado controle inibitório e auto
-regulação, além de uma habilidade metacognitiva aguçada);
– tomada de decisão (também requer o uso de todas as habilidades acima citadas);
– flexibilidade cognitiva (considerar diversos pontos de vista, aprender rapidamente e mudar de estratégia quando as estratégias previamente aprendidas já não surtem mais o efeito desejado);
– manutenção do foco e persistência ao alvo (capacidade de manter “na sua mente”, por períodos que podem ser relativamente longos, o seu objetivo e persegui-lo, mesmo que precise mudar de estratégias e fazer novas re-avaliações e planejamentos).
A atenção, peculiarmente, pode influenciar o desempenho tanto das funções executivas básicas quanto as complexas. Por exemplo, o grau de atenção destinado a um assunto acabará influenciando na quantidade de informação relevante selecionada e fixada na memória e, ainda, a habilidade de resgatar essas informações em momentos adequados (memória de trabalho). A atenção seletiva ajudará a selecionar os estímulos relevantes e ignorar os estímulos supérfluos ao planejamento e processos decisórios. A manutenção da atenção em um foco possibilitará a concentração e, conseqüentemente, ampliação do foco e importância destinada ao processo alvo.
Então, eu pergunto: O mundo moderno tem nos ajudado a prestar mais atenção nas coisas, a selecionar estimulos relevantes e a focar? Ou tem contribuido para trocarmos a todo o momento o foco de atenção, pois tudo é novidade e interessante e precisamos estar cada vez mais antenados?
Eh, para contribuirmos no processo educacional dar novas gerações, talvez teremos que voltar e treinar o processo cognitiva mais básico e primitivo (primitivo sim, da época em que éramos “homem das cavernas”): ATENÇÃO!
Dar atenção
Prestar atenção
Doar atenção
sem tensão!

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